Salvador Dalí

•25 de Abril de 2010 • Deixe um Comentário

Escultura, Teatro e Cinema

•25 de Abril de 2010 • Deixe um Comentário

Dois dos mais populares objetos do surrealismo foram os Telefone Lagosta e o Sofá-lábios de Mae West, completados por Dalí em 1936 e 1937, respectivamente.

“Lagostas e telefones tiveram forte conotação sexual para [Dalí] “, de acordo com a exibição da legenda para o “Telefone-lagosta”, a que ele chamou de estreita analogia entre alimentos e sexo”.

Foram produzidos quatro peças. Uma figura (Telefone Lagosta) encontra-se no Tate Gallery, o segundo pode ser encontrada no Museu do Telefone alemão, em Frankfurt; o terceiro pertence à Fundação Edward James; e o quarto está na National Gallery of Australia.

“A madeira e cetim” e Sofá-lábios de Mae West foram moldada após Dalí observar os lábios da atriz Mae West, a que achou fascinante. West foi anteriormente objeto de Dalí em 1935 para pintura o rosto de Mae West. A obra está atualmente em Brighton e ocasionalmente em museus da Inglaterra.

Durante os anos entre 1941 e 1970 Dalí também foi responsável pela criação de um impressionante conjunto de trinta e nove jóias. As jóias são criações intrincados e algumas contêm partes móveis. A mais famosa jóia criada por Dalí foi “The Royal Heart“. Foi trabalhada com ouro e incrustada com quarenta e seis rubis, quarenta e dois diamantes e quatro esmeraldas, criado de forma a que o centro “batidas” assemelham-se a um verdadeiro coração. A coleção pode ser vista no Teatro Museu-Dalí em Figueres, Catalunha, Espanha, onde está em exposição permanente.

No teatro, Dalí é lembrado para a construção do cenário da peça de 1927 Mariana Pineda, de García Lorca . Para Bacchanale (1939), baseado em um balé e definido com uma música de Richard Wagner, de 1845 da ópera Tannhäuser, Dalí forneceu tanto o conjunto de design quanto o libretto.

Dalí também participou da produção de filmes, mais notavelmente pela do filme Un chien andalou, um filme francês de 17 minutos co-escrito com Luis Buñuel, que é amplamente lembrado por seus gráficos cena simulando a abertura de um globo ocular com uma navalha. Dalí colaborou novamente com Luis Buñuel em 1930 no filme, L’âge d’Or, e passou a escrever uma série de roteiros, muito poucos dos quais foram concebidos. Os mais conhecidos projetos de seu filme é provavelmente o sonho na sequência de Spellbound, de Alfred Hitchcock, que lembra fortemente em temas de psicanálise. Ele também trabalhou com uma produção Disney, na animação Destino; concluída em 2003 por Baker Bloodworth e Roy Disney, que contém imagens de sonho – como estranhas figuras e andar a pé pelo ar. Dalí completou apenas um outro filme em sua vida: Impressões de Alta Mongólia (1975), na qual ele narrou uma história sobre uma expedição em busca de gigantes cogumelos alucinogéneos. As imagens microscópicas foram baseadas em ácido úrico, manchas bronze sobre a banda de uma caneta esferográfica, sobre a qual Dalí teria urinado durante várias semanas.

Dalí construído um repertório em indústrias da moda e da fotografia.

Na moda, a sua cooperação com a estilista italiana Elsa Schiaparelli é bem conhecida, onde Dalí foi contratado pela Schiaparelli para produzir um vestido branco. Outros desenhos Dalí fez a sua incluir um sapato em forma de chapéu e uma rosa para um cinto com fivela no formato de lábios. Também participou na criação de desenhos têxteis e de frascos para perfumes. Com Christian Dior, em 1950, Dalí cria a peça “fantasia para o ano 2045.” Fotógrafos com quem colaborou incluem Man Ray, Brassaï, Cecil Beaton, e Philippe Halsman.

O filme Little Ashes, que foi lançado em 2009, é baseado na sua vida e obra. Robert Pattinson interpreta o papel de Dali. Com direção de Paul Morrison, ainda não tem previsão de estreia para o Brasil e Portugal.

Principais Obras do mestre do Surrealismo

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1922 – Cabaret Scene e Night Walking Dreams 
1925 – Large Harlequin and Small Bottle of Rum
1926 – Basket of Bread e Girl from Figueres 
1927 – Composition With Three Figures e Than Blood
1929 – O Grande Masturbador
1929 – Os Primeiros Dias da Primavera 
1931 – A Persistência da Memória
1931 – A Velhice de Guilherme Tell
1932 – O Espectro do Sex Appeal, 
1932 – O Nascimento dos Desejos Líquidos
1932 – Pão-antropomorfo catalão 
1933 – Gala Com Duas Costeletas de Carneiro em Equilíbrio Sobre o Seu Ombro 
1936 – Canibalismo de Outono
1936 – Construção Mole com Feijões Cozidos
1938 – España 1938
1937 – Metamorfose de Narciso
1937 – Girafa em Chamas 
1940 – A Face da Guerra 
1943 – Poesia das Américas
1944 – Galarina e Sonho Causado Pelo Voo de uma Abelha ao Redor de Uma Romã um Segundo Antes de Acordar 
1945 – A Cesta do Pão
1946 – A Tentação de Santo Antônio 
1949 – Leda Atômica
1949 – Madona de Portlligat.
1951 – Cristo de São João da Cruz 
1954 – Crucificação (“Corpus Hypercubus”)
1956 – Natureza-Morta Viva 
1958 – Rosa Meditativa 
1959 – A Descoberta da América por Cristóvão Colombo 
1970 – Toureiro Alucinógeno 
1972 – La Toile Daligram 
1976 – Gala Contemplando o Mar 
1983 – The Swallow’s Tail. 

Link de galeria de todos os quadros pintados pelo grande artista Salvador Dalí:

http://web2.infoguard.net/lubo/vision/gallery/dali/index.php?gallery=1

Até aos últimos dias

•25 de Abril de 2010 • Deixe um Comentário

No final da década de 1930, Dalí era iniciado algum reconhecimento nos Estados Unidos, onde  era notada diferença nas atitudes tomadas, relativamente às novidades artísticas que iam surgindo, pois eram menos conservadoras do que no Velho Mundo.

O início da Segunda Guerra Mundial e a vitória dos alemães sobre a França, em 1940, levaram Dalí a fugir para os EUA, onde ficou oito anos. Voltando para a Catalunha em 1949, onde viveu até o final de sua vida.

A América proporcionou inúmeras oportunidades para usar seu talento e também despertou o seu lado exibicionista. Tornou-se uma supercelebridade, encenando happenings muito antes da invenção deste termo, e eventualmente até aparecendo em comerciais de TV.

Entretanto, continuava a trabalhar muito e com seriedade, mantendo-se prolífero como artista, projetista e escritor. Viveu o bastante para se tornar um ícone da geração hippie e criar um monumento pessoal fantástico na forma do Museu Dalí em Figueras, todo um ambiente repleto de objetos e murais de uma criatividade bizarra. Em 1960, Dali colocou em prática um grande projeto: o Teatro-Museo Gala Salvador Dali, em sua terra natal, que reuniu grande parte de suas obras.

Os últimos anos de Salvador Dalí foram obscurecidos por um distanciamento de Gala, embora ele se sentisse arrasado com sua morte em 1982, iniciando um panorama de depressão e grande tristeza. Nessa altura parou de produzir e desistiu de fazer refeições diárias, devido a esse comportamento ficou desidratado e teve de ser alimentado por uma sonda.

 Crescia, ainda, a preocupação com a quantidade de obras falsas circulando atribuídas a Dalí. Ele mesmo foi culpado disso, porque é claro que foi induzido a assinar centenas, talvez milhares, de folhas em branco que seriam obviamente usadas de forma ilícita.

 Em 1984, tentou o suicídio ao colocar fogo em seu quarto. Passou a receber o cuidado e atenção de seus amigos.

Perdurou virtualmente como um espectro vivo até sua morte, em 20 de janeiro de 1989, de pneumonia e parada cardíaca.

Está enterrado no Museu Dalí em sua terra natal.

O simbolismo de Salvador Dalí

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O artista explorou bastante o Simbolismo nos seus trabalhos. Exemplo disso, é a marca dos relógios fundidos que aparecem inicialmente em A persistência da memória, sugerem a teoria de Einstein de que o tempo é relativo e não fixo. A ideia de relógios simbolicamente funcionamento desta forma foi criada quando Dalí viu um pedaço de queijo Camembert derretendo num dia quente de Agosto.

O elefante é também uma imagem recorrente nas obras do Dalí. Aparece pela primeira vez em 1944, na obra Sonho Causado Pelo Voo de uma Abelha ao Redor de Uma Romã um Segundo Antes de Acordar.  “O elefante é uma distorção do espaço”, numa análise explica, “as suas pernas contrastam com a ideia de imponderabilidade com a estrutura.”

O ovo é outra imagem comum na obra de Dalí, o qual expressa o ideal pré-natal e intra-uterino, que aparece em O grande masturbador (1929).  A determinada altura, Dalí experimenta a necessidade de traduzir o seu violento desejo de criação de objectos carregados de símbolos sexuais contemporâneos. Acaba de ultrapassar os vinte anos e, no entanto, a maturidade das suas obras torna-se evidente. Apesar do escândalo suscitado, os críticos catalães mostram-se calorosos e esperam ver em breve o seu novo pintor-vedeta ao ataque ao grande vizinho, a França. O grupo surrealista, atraído pela extravagante personalidade do Catalão, bem como pelo carácter violento das suas alusões sexuais e escatológicas, toma consciência da sua existência. Dá-se o acontecimento mais importante que vai transformar a sua existência : a chegada de um grupo surrealista que vem ” investigar ” in loco e que engloba René Magritte e sua mulher, guiados por Paul Eluard…e sua mulher Gala, que se tornaria mais tarde sua amante, esposa e musa inspiradora. Mas é o surgimento de Gala que é para ele a revelação esperada. Dalí até então não conhecera senão experiências limitadas com mulheres, muito aquém dos fantasmas do seu espírito de que a sua obra beneficiará generosamente. Insistira sempre que era virgem, quando conheceu Gala. A este encontro histórico preside a maior loucura. Primeiro Dalí fica num estado de exaltação constante que sempre que quer falar a Gala é assaltada por um riso louco. Quando ela o deixa, mal ela volta costas, contorce-se no chão a rir…

Metamorfose de Narciso e assim utilizá-lo para simbolizar a esperança e a caridade. Diversos animais aparecem em todo o seu trabalho: formigas remontam à morte, decadência, e o imenso desejo sexual; o caramujo relaciona-se com a cabeça humana. Esta ideia partiu de quando avistou um caramujo em cima de uma bicicleta, perto da casa de Freud, quando se conheceram; e gafanhotos são um símbolos de desperdício e de medo.

 

 

“… Estou pintando quadros que me fazem morrer de alegria, estou criando com absoluta naturalidade, sem a menor preocupação estética, estou fazendo coisas que me inspiram com uma profunda emoção e estou tentando pintá-los com honestidade.” – Salvador Dalí, em Dawn Ades, Dalí e Surrealismo

 

Década de 30

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Década de uma enorme produção artística, fase em que o artista representava imagens do quotidiano de forma inesperada e surpreendente. As cores vivas, a luminosidade e o brilho, marcaram o estilo artístico de Dali. Os trabalhos psicológicos de Freud influenciaram muito o artista neste período.

É desta fase uma de suas obras mais conhecidas “A persistência da Memória”, que mostra um relógio derretendo.

Em 1934, Dali casou-se com uma imigrante russa, que fora sua companheira, Elena Ivanovna Diakonova, conhecida como Gala.

Em 1939, foi expulso do movimento surrealista por motivos políticos. Grande parte dos artistas surrealistas eram marxistas e justificaram a expulsão de Dalí, alegando que o artista era muito comercial.

Anos 20

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No ano de 1924, ainda desconhecido,  Salvador Dalí ilustra pela primeira vez um livro, o poema catalão “Les bruixes de Llers” ( “As bruxas de Llers”) de seu amigo, o poeta Carles Fages de Climent.

Nesse mesmo ano faz a sua primeira viagem a Paris, onde encontrou-se com Pablo Picasso, que era “adorado” pelo jovem Dalí.

               – “Vim vê-lo antes de ir ao Louvre”, disse-lhe Dalí.

               – “Fez você muito bem”, respondeu-lhe Picasso

O artista mais velho já teria ouvido falar bem de Dalí, palavras cedidas por Juan Miró. Nos anos seguintes, realizou trabalhos visivelmente influenciados por Picasso e Miró, simultanêamente, ia desenvolvendo o seu estilo próprio. Algumas tendências no trabalho de Dalí que permaneceram ao longo de toda a sua carreira, já se evidenciavam na década de 20 (Raphael, Bronzino, Francisco de Zurbarán, Vermeer, e Velázquez)

 As exposições de seus trabalhos em Barcelona despertaram atenção e também uma mistura de elogios e debates. Foi nesta época que Dalí deixou crescer o bigode, que se tornou emblemático a ele, estilo baseado no pintor espanhol Diego Velázquez (século XVII).

Salvador Dalí foi expulso da Academia, no ano de em 1926, pouco tempo após os exames finais, onde afirmou que ninguém na Academia tinha competências suficientes para o avaliar. O seu domínio de competências na pintura, nessa altura, está comprovado na pintura em “Ana Maria costurando” desse mesmo ano.

Em 1929, colaborou com o cineasta espanhol Luis Buñuel no curta-metragem Un Chien Andalou, e conheceu, em agosto, a sua musa e futura mulher, Gala Éluard (cujo nome verdadeiro é Elena Ivanovna Diakonova, nascida em 7 de Setembro de 1894, em Kazan, Tartária, Rússia), uma imigrante russa dez anos mais velha que Dalí, casada na época com o poeta surrealista Paul Éluard. Juntou-se oficialmente ao grupo surrealista no bairro parisiense de Montparnasse (embora o seu trabalho já estivesse há dois anos a ser influenciado pelo surrealismo).

Entre 1928 e 1930, cooperor com Buñuel nos seguintes filmes:

Em 1929, são expostos os primeiros quadros surrealistas, onde são “pintadas” influências de De Chirico. É revelada a sua maior caracteristica, enquanto pintor, o cruzamento do real com o irreal, que se tornara frequente nos seus trabalhos. Neste ano, elaborou,ainda, um método que denominou de “crítico-paranóico” (implicava o recurso ao inconsciente, na interpretação livre de “associações delirantes”). Tinha uma técnica magistral, moldada por uma imaginação desenvolvia por textos de Sigmund Freud.